"Não haverá prejuízo pedagógico", diz secretária de Educação sobre suspensão de aulas em escola municipal que teve rede elétrica incendiada

Foto: Mateus Rossato (Diário)

O incêndio ocorreu durante o período de aula e exigiu a evacuação imediata do prédio

As aulas na Escola Municipal Padre Nóbrega, no Bairro Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria, seguem suspensas por tempo indeterminado após um incêndio na rede elétrica registrado na tarde de terça-feira (24). A retomada das atividades presenciais depende da conclusão dos reparos e da liberação técnica de segurança, segundo a secretária municipal de Educação, Gisele Bauer.

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— Nós temos uma avaliação técnica do engenheiro e dos profissionais que estão atuando no reparo de toda rede elétrica. É claro que há uma previsão, mas o serviço sempre pode ter algum imprevisto também. Então a gente pede que a comunidade se mantenha atenta às informações da escola e da prefeitura — afirmou a secretária.

O incêndio começou por volta das 15h em uma caixa de disjuntores. As chamas foram controladas pela equipe da escola com o uso de extintores, e o prédio foi evacuado sem registro de feridos. Apesar disso, a estrutura elétrica foi comprometida, o que levou à suspensão imediata das aulas presenciais.


Atividades remotas e garantia do calendário

Enquanto a escola não pode receber alunos, a alternativa tem sido o ensino remoto. A Secretaria de Educação afirma que o objetivo é manter o vínculo dos estudantes com as atividades escolares.

— É importante também a gente esclarecer para toda a comunidade que não haverá prejuízo pedagógico para as nossas crianças. Os professores estão num esforço muito grande em atendimento remoto para que eles não percam o vínculo. Nós temos recursos tecnológicos hoje na rede que permitem esse acesso em qualquer lugar, com sistema e plataformas que os pais podem acompanhar — disse Gisele.

Segundo a secretária, não haverá prejuízo no calendário letivo, que será reorganizado para garantir o cumprimento da carga obrigatória de 200 dias letivos e 800 horas-aula anuais.


Possível sobrecarga na rede elétrica

A causa do incêndio ainda será confirmada por laudo técnico, mas a principal hipótese é de sobrecarga elétrica, especialmente em função do aumento do consumo em prédios antigos.

— Hoje nós utilizamos muito ar-condicionado, coisas que, na época que as escolas foram construídas, não havia previsão desse alto consumo. As salas foram sendo climatizadas ao longo do tempo e isso acaba exigindo uma capacidade maior da rede — explicou.

Ela também aponta que a ampliação gradual do uso de equipamentos pode agravar o problema e nem sempre passa por avaliação técnica adequada.

— Às vezes a escola instala um equipamento, depois outro, e quando vê todas as salas estão climatizadas. Nem sempre há esse dimensionamento do quanto isso vai representar no consumo total de energia — afirmou.


Reparos já começaram

A prefeitura contratou uma empresa especializada para realizar o serviço emergencial. A equipe técnica já iniciou a avaliação detalhada dos danos e os trabalhos de recuperação da rede elétrica.

A empresa já passou todo o dia fazendo a avaliação dos danos e do que precisa ser feito, e os trabalhos já começaram. Tudo está sendo acompanhado por engenheiro e profissionais da área — disse Gisele.

A orientação é que a comunidade escolar acompanhe as atualizações pelos canais oficiais da escola e da prefeitura.


Relembre o caso

O incêndio ocorreu durante o período de aula e exigiu a evacuação imediata do prédio. Conforme a direção da escola, as chamas começaram de forma repentina em uma caixa de disjuntores, mas foram controladas rapidamente com o uso de extintores.

— Como temos extintores próximos, conseguimos agir com rapidez e conter o fogo. Mesmo assim, a avaria foi significativa, o que nos obrigou a interromper as aulas por questão de segurança — relatou a diretora Maisa Augusta Borin.

Apesar da rápida resposta, os danos à rede elétrica exigem uma intervenção mais ampla na estrutura da escola.

— Não se trata de um reparo simples. Será preciso mexer inclusive na estrutura do prédio para identificar o problema e garantir que não haja risco — explicou.

A direção também já havia alertado anteriormente sobre possíveis problemas na rede elétrica.

— A rede não é nova e, com o aumento da demanda elétrica, havia essa preocupação com possíveis problemas — disse a diretora.

Sem energia e sem condições de funcionamento presencial, as atividades seguem de forma remota até que haja garantia total de segurança para alunos e profissionais. A prefeitura ainda não definiu prazo para a retomada das aulas.


Confira a entrevista da secretária

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